Recentemente aconteceu o lançamento do Big Linux 11.10, nova versão de uma das últimas distribuições brasileiras. Antigamente baseado no falecido Kurumin Linux, essa versão baseia-se no (K)ubuntu e como o próprio nome diz, versão 11.10 do mesmo.
O Big Linux não tem conseguido fazer lançamentos com um calendário e esse lançamento é fruto de um trabalho de mais de 3 anos… Não é uma distribuição de grande porte, como Mandriva, Ubuntu, OpenSUSE e outros mas pode surpreender.
Pontos Positivos
- A distribuição inclui uma série de programas que estão fora da seleção na maioria das distribuições por conta da falta de espaço nas mídias. (Editores Gráficos, Navegadores, Flash e outros).
- Possui por padrão os efeitos gráficos ativados através do Compiz, o que trás efeitos bem conhecidos como o Cubo e outros
- O KDE é mais limpo e leve que a maioria das outras distribuições. Também conta com uma certa personalização.
- Por sua base ser o (K)ubuntu, o sistema conta com uma vasta biblioteca de programas disponíveis para instalação.
- Também ganha destaque um Centro de Controle próprio da Distribuição, que ainda guarda certos traços de semelhança com o finado Kurumin Linux e seu Painel de Controle simplificado, próprio para iniciantes.
Pontos Neutros
- O Big Linux é mais um daqueles lançamentos que não cabem mais em um CD. O sistema é Live DVD, o que significa que a imagem .ISO do sistema é maior e em conexões mais lentas o download da imagem pode demorar.
- O sistema não conta mais com tantas opções de personalização (Temas/Barra e outros) como sua versão anterior. O KDE “default” ainda fica reconhecível, não sendo tão escondido pelas “maquiagens”.
Pontos Negativos
- Apesar de mostrar-se nos testes comprovadamente mais leve e rápido que a maioria das distribuições KDE, quem manter os efeitos gráficos habilitados mesmo com poucos recursos pode sofrer com travamentos e engasgues do sistema.
- Uma incerteza que ainda existe é sobre o que acontecerá quando uma nova versão do (K)ubuntu for lançada: O sistema deverá ser atualizado com o Upgrade e passará a aparência/configurações do (K)ubuntu padrão ou haverá uma trava para impedir a atualização para o (K)ubuntu?
- O sistema não conta com um “ciclo” de lançamento com periodicidade de fato.
- Não sei se por causa das expectativas com o lançamento ou outros fatores, mas a nova versão não inova/empolga tanto como o Big Linux 4 (versão anterior) que foi um marco na minha opinião.
Conclusão
O Big Linux é uma alternativa interessante no que diz respeito as distribuições que usam o KDE e tem o Debian como distribuição mãe. Isso porque os projetos do (K)ubuntu e do Linux Mint KDE são comunitários e não recebem tanta atenção como as opções com GNOME.
O sistema vem com os Codecs e o Flash, partes proprietárias já ativadas, o que facilita a entrada do usuário leigo, comum, no mundo Linux. Não é uma distribuição de grande porte mas deve facilitar a transição de uma boa porção de novos usuários brasileiros.
Em si, o sistema ainda não pode ser reconhecido como “Distribuição”. Algumas vezes reconhecemos traços próprios do (K)ubuntu e vemos que na verdade, ele funciona por cima deste. Isso em si não é um ponto depreciativo.
Usuários que querem fugir da briga Unity vs GNOME 3 Shell vs Cinammon, continuando na árvore de distribuições Debian/Ubuntu devem considerar esse lançamento como opção. Aqueles que não se sentirem atraídos podem buscar opções como o OpenSUSE e Mandriva/Mageia Linux.



